Kaminska
Se houve alguém que esteve comigo desde o início, foi a então jovem modelo Khrystyna Kaminska. Há cerca de uma década atrás, ela representou para mim aquilo que Nicoletta Braschi foi para Benigni, Liv Ullmann para Bergman ou Monica Vitti para Antonioni: uma presença quase indissociável da minha prática, capaz de dialogar com a câmara de forma intuitiva, sensível e confiável. Por diferentes razões, que não vou aprofundar aqui, o meu trabalho tornou-se estreitamente ligado a Khrystyna.
O que apresento nesta página não é uma galeria de estilo coerente ou uma narrativa uniforme. São imagens soltas, captadas ao longo de anos, em contextos variados e abordagens distintas — cada fotografia um instante autónomo, mas todas partilhando a energia da relação única que desenvolvemos.
Pode dizer-se, sem exagero, que Khrystyna foi a minha musa favorita, uma presença constante, moldando e inspirando grande parte do que fiz durante esta década de trabalho